O filme “Rapsódia em agosto” de 1991 entrelaça passado, presente e futuro, retratando as bombas atômicas que destruiram duas cidades,- Hiroshima e Nagasaki -, deixando famílias japonesas em todo o mundo despedaçadas e mais de 200 mil mortos. Em cenas bonitas e sensíveis o filme se apresenta como uma composição poética que trata de uma dor que não cicatriza, ao mesmo tempo é uma narrativa que mostra as tradições japonesas frente às novidades do mundo moderno.
Aqui um pouco do filme, pela sinopse: “A história gira em torno de quatro adolescentes japoneses que têm a oportunidade de conhecer dois pontos de vista diferentes sobre o ataque nuclear ao Japão e sua consequências. Essa jornada ao passado tem início quando os quatro são deixados na casa da avó, Kane em Nagasaki, enquanto seus pais viajam ao Havaí para visitar um parente doente. Fascinados pelos acontecimentos dramáticos da Segunda Guerra, os jovens visitam um monumento dedicado à tragédia em Nagasaki e ouvem a versão da avó sobre o ataque ocorrido em agosto de 1945, de como ela perdeu o marido e teve sua vida modificada para sempre. Mais tarde, quando um sobrinho americano de Kane chega a Nagasaki para conhecer seus parentes nipônicos, eles têm aceso ao outro lado da história, também marcada pela dor e pelo arrependimento".
Na época em que vivemos, onde existe a ameaça de que a tecnologia das armas nucleares caia em mãos de grupos extremistas terroristas, e na qual um crescente número de nações almeja a posse de tal tecnologia, apesar dos já conhecidos enormes riscos e poucos benefícios que a energia nuclear oferece, é essencial relembrar Hiroshima e Nagasaki.
Em 6 de agosto de 1945, a primeira bomba atômica feita pelo homem e usada contra a própria humanidade explodiu na cidade japonesa de Hiroshima. Em 9 de agosto de 1945, foi a vez de outra cidade: Nagasaki - a maior comunidade cristã do Japão. Estima-se que 70 mil pessoas morreram na hora ou poucas horas depois das explosões. Outras 130 mil morreram nos 5 anos subseqüentes, em função de ferimentos e doenças causadas pela exposição à radiação. Assim, calcula-se que 200 mil pessoas teriam sido o custo pago pela passagem da humanidade para a Era Nuclear, mas estas são cifras mínimas estimadas. A verdade é que nunca se saberá ao certo quantas centenas de milhares de vidas foram tomadas ou afetadas para sempre com apenas duas explosões.
O texto a seguir foi compilado do livro "História em Revista - A Arte da Guerra", publicado pela Time-Life e Abril Livros em 1993.
"Desde os primeiros anos do século XX, os cientistas sabiam que poderosas forças habitavam o mundo invisível do átomo.
"Existem manhãs em que abrimos a janela e
temos a impressão de que o dia nos está esperando..."
O Presidente Lula falou a Lionel Barber, editor, e Jonathan Wheatley, correspondente do Financial Times, no dia 4, durante a sua recente estadia em Londres. Veja a transcrição da entrevista.
Financial Times: Sr. Presidente, me diga, como é que o Brasil saiu da crise financeira e econômica global tão rapidamente?
Presidente Lula: Bom, primeiro de tudo, eu acredito que é importante para você entender o que aconteceu no Brasil antes da crise. Estávamos determinados a acabar com a paralisia que o Brasil sofreu durante os anos 80 e 90. O Brasil teve de voltar ao caminho do crescimento e investir em infra-estrutura como condição para o sucesso nas décadas futuras. Uma coisa importante é que muitas das medidas que alguns países tomaram só após a crise, o Brasil já as havia feito em janeiro de 2007.
Deixe-me dizer algo que vai soar como uma ironia do destino. Eu tinha medo de concorrer a um segundo mandato. Não estava satisfeito com a idéia de concorrer novamente.
Por quê? Porque eu tinha a impressão de que ...
Detalhe do fresco Vida de S.Martinho,
de Simone Martini (1284-1344) na Capela
de S. Martinho da Igreja de S. Francisco em Assis.
Hoje, especialmente, fiquei com saudades de Lisboa e alguns amigos. É tempo de festejar o Magusto, comendo castanha assada e degustando um bom vinho, junto com a malta. Há quem já o tenha, antecipadamente, celebrado, por coincidir com um dia normal da semana, há quem adie para o próximo fim-de-semana, mas existe mesmo quem mantenha a tradição e faz a festa hoje mesmo.
Em Portugal tem disso. Embora algumas das tradições já estejam perdidas, lá ainda conservam algumas festas populares. Todos os anos, no dia 11 de Novembro, em alguns pontos do país, costumam comemorar o Dia de São Martinho. Ocasião em que é habitual comer boas castanhas assadas, beber bom vinho novo e água-pé, tudo isso comemorando a chegada do Outono.
Para quem não conhece, reza a lenda que, “num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante…
Liviu Scripcaru (violino), Nuno Inácio (flauta) e Anna Tomasik (piano) são os solistas da Metropolitana que estarão no Museu da Música para apresentar um programa em que serão interpretadas obras de Nino Rota, Bohuslav Martinu e do português Óscar da Silva.
Este concerto integra o ciclo de música de câmara promovido pela OML em parceria com o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), sendo a entrada livre (até ao limite da lotação disponível).