segunda-feira, janeiro 23

Os Mandamentos do Perfil da Mulher de Deus

*Os Mandamentos do Perfil da Mulher de Deus 

1- Ela teme ao Senhor - e esse temor faz com que veja o marido como se fosse o Senhor Jesus, mesmo que ele seja incrédulo."...mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada." (Provérbios 31.30)

2- Ela é sábia - por isso, fala pouco ou só mesmo o necessário. Quando a pessoa fala muito é porque é egoísta, e sempre quer impor aos outros as suas idéias e pensamentos. "O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína." (Provérbios 13.3)

3- Ela é discreta - Nunca procura chamar a atenção dos outros para si. O seu comportamento é contrário ao das mulheres do mundo. A sua fala é suave, os seus vestidos são discretos. O seu rosto pode ser maquiado, mas não "mascarado"; o seu cabelo é penteado, mas não de forma exótica. "Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição." (Provérbios 11.22)

4- Ela é virtuosa - A mulher virtuosa é aquela que procura cuidar muito mais do seu coração do que do seu corpo. Tem como fragrância no seu corpo, a plenitude da presença do Espírito Santo. "Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo; tanto nos que são salvos, como nos que se perdem." ( 2 Coríntios 2.15)

5- Ela é forte - Não se abate diante das dificuldades. Pelo contrário, quando os momentos difíceis acontecem, surge com a determinação de mulher de Deus. "A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações." (Provérbios 31.25)

6- Ela é de Fé - A mulher de Fé é aquela que vê nas dificuldades apenas novas oportunidades. Como dona-de-casa, sabe fazer do limão uma boa limonada! Estimula a Fé do seu marido com palavras de ânimo e coragem. "O coração do seu marido confia nela... " (Provérbios 31.11)

7- Ela é trabalhadeira - A mulher de Deus nunca é preguiçosa, porque tem prazer em cuidar dos afazeres de casa de tal forma que, quando o seu marido chega à casa, tudo estará em ordem. Ela não espera que os outros façam aquilo que é de sua competência. "É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa, e a tarefa às suas servas. Atende ao bom andamento da sua casa, e não come o pão da preguiça." (Provérbios 31.15 e 27)

8- Ela é fiel - A mulher de Deus não é fiel apenas ao seu marido, mas também à sua igreja. Sua fidelidade se faz transparecer no serviço da obra de Deus. "Aconteceu depois disto que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus, e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens." (Lucas 8.1-3)

9- Ela é sensata - A mulher de Deus sabe ser cuidadosa com suas palavras, especialmente quando o seu marido é incrédulo. Os lamentos e as reclamações nunca surtem bom efeito nos ouvidos de quem os ouve. Se é sensata, sabe como contornar uma situação desagradável, ao invés de ficar reclamando todo o tempo. "A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto." (Provérbios 18.21)

10- Ela tem bons olhos - A mulher de Deus procura ver as demais pessoas como Deus as vê. É verdade que há pessoas más e que é difícil vê-las com bons olhos, mas porque ela é de Deus os seus olhos sempre procuram ver o lado bom daquelas pessoas. É melhor ser prejudicado com bons olhos do que alcançar vantagens com maus olhos. "São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!" (Mateus 6.22,23)

* Extraído do livro "O Perfil da Mulher de Deus"

domingo, janeiro 22

O Livro de Jeremias

O Livro de Jeremias registra as profecias finais sobre Judá, advertindo-lhe sobre a destruição que se aproxima se a nação não se arrepender. Jeremias clama à nação para que se volte a Deus. Ao mesmo tempo, Jeremias reconhece a inevitabilidade da destruição de Judá devido à sua idolatria e imoralidade impenitente.

Resumo: O Livro de Jeremias é essencialmente uma mensagem de julgamento sobre Judá por sua idolatria desenfreada (Jeremias 7:30-34, 16:10-13, 22:9; 32:29; 44:2-3). Após a morte do rei Josias, o último rei justo, a nação de Judá tinha quase completamente abandonado a Deus e Seus mandamentos. Jeremias compara Judá a uma prostituta (Jeremias 2:20; 3:1-3). Deus havia prometido que julgaria idolatria mais severamente (Levítico 26:31-33, Deuteronômio 28:49-68) e Jeremias estava alertando Judá de que o julgamento de Deus estava próximo. Deus tinha libertado Judá da destruição em inúmeras ocasiões, mas a Sua misericórdia estava no fim. Jeremias registra o rei Nabucodonosor conquistando e dominando Judá (Jeremias 24:1). Depois de mais rebelião, Deus trouxe Nabucodonosor e os exércitos da Babilônia de volta para destruir e desolar Judá e Jerusalém (Jeremias capítulo 52). Mesmo no julgamento mais severo, Deus promete a restauração de Judá de volta à terra que Deus tinha lhe dado (Jeremias 29:10).

Fonte: https://www.gotquestions.org/Portugues/Livro-de-Jeremias.html

sexta-feira, janeiro 13

É necessário entendimento para perceber...

Não é possível manejar bem a Palavra de Deus sem compreendê-la. É necessário entendimento (biyn), uma capacidade para perceber (perspicácia) aquilo que Deus quer, de fato, falar (Salmos 119: 34).

Devemos orar para que Deus nos dê entendimento na Palavra, mas sempre lembrando que o objetivo deve ser o nosso desejo de obedecer melhor a Deus (Salmos 119: 33-35). É agradável andar nos caminhos da Palavra de Deus e quem maneja bem a Palavra encontra um caminho de prazer. No hebraico (chaphets) que significa “agradar”. 
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Agora, leia a Palavra que o Senhor vosso Deus fala ao teu coração neste momento e lembre- se de esperar no Senhor, mesmo que, embora muitas das vezes haja dificuldade na espera.  "Mas,  os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” (Isaías 40:31)
Amem.  Glória a Deus!.

quinta-feira, janeiro 12

O livro de Habacuque

"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo". (Habacuque 2:2)
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Resumo: O livro de Habacuque começa com Habacuque clamando a Deus por uma resposta a por que o Seu povo escolhido tem sofrido em cativeiro (Habacuque 1:1-4). O Senhor dá a sua resposta a Habacuque, essencialmente afirmando: "você não acreditaria se eu lhe dissesse" (Habacuque 1: 5-11). Habacuque diz em seguida: "Ok, tu és Deus, mas ainda me conte mais sobre por que isso está acontecendo" (Habacuque 1:17-2:1). Deus então responde-lhe novamente e dá-lhe mais informações, dizendo então que a Terra é para estar silenciosa diante dEle (Habacuque 2:2-20). Então Habacuque escreve uma oração expressando sua forte fé em Deus, mesmo passando por estas tribulações (Habacuque 3:1-19).

quinta-feira, outubro 6

Estou assistindo Jesus em @YouVersion.

Estou assistindo Jesus em @YouVersion.: Um documentário sobre a vida de Jesus Cristo, o filme “JESUS” já foi traduzido para mais de 1.400 idiomas desde seu lançamento em 1979. Permanece sendo o filme mais traduzido e assistido na história. Pastor Rick Warren, autor de “Uma Vida com Propósitos”, diz que “o filme ‘JESUS’ é a mais eficaz ferramenta de evangelização que já existiu.”/ppMais de 450 líderes religiosos e estudiosos avaliaram os textos para se certificarem de que os dados bíblicos e históricos estão corretos. O script é baseado no Evangelho de Lucas, então praticamente todas as falas de Jesus foram retiradas da Bíblia. Os esforços para retratar a cultura Palestina de 2.000 anos atrás incluem: figurinos feitos à mão em apenas 35 cores utilizadas na época, artigos de cerâmica criados com métodos do primeiro século e remoção de telefones modernos e postes de luz dos cenários./ppO filme JESUS foi totalmente gravado em 202 localidades em Israel no ano de 1979, com um elenco de mais de 5.000 israelitas e árabes. Quando possível, as cenas foram filmadas nos locais onde realmente aconteceram 2.000 anos atrás.

domingo, novembro 29

Vale a pena reler: Eduardo Galeano


“Sou um autocrítico implacável. Reescrevo muitas vezes meus textos e tudo isso à mão. Tenho prazer nisso. Mas agora, depois de anos de calúnias contra o computador, tenho finalizado meus escritos nele”... eu tenho desconfiança sobre as máquinas em geral. Não sei se é pela minha condição pré-histórica. Tenho, inclusive, uma teoria de que todas elas bebem à noite, por isso que fazem aquelas coisas durante o dia. É a ressaca cibernética” .
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O autor de "As Veias Abertas da América Latina", em Junho passado, falou do livro, de Cuba, do rompimento com o presidente uruguaio Tabaré Vázquez, de Barack Obama e de futebol. Escritor com origem no jornalismo, declara seu apego incondicional ao jornal impresso e ao cheiro da tinta no papel. Confira a entrevista com Eduardo Galeano publicadas nos jornais "Zero Hora" de Porto Alegre, e "La Jornada", do México.
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Cultura – Espelhos tem no título e no subtítulo uma referência a Borges. O livro é uma leitura da história de um modo borgiano?

Galeano – Jorge Luis Borges odiava os espelhos porque multiplicam as pessoas. Porque multiplicam as pessoas, lhes rendi uma homenagem no título do livro.
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Cultura – Remexer na história, como faz desde Veias Abertas, é a sua obsessão?
Galeano – Fui um péssimo estudante de história, e os museus me aborrecem. Me apaixona, isso sim, a realidade, com suas histórias secretas, suas zonas invisíveis que escondem as pequenas coisas da vida cotidiana. E isso vale para o presente e para o passado. E vale para a realidade desperta e para a realidade adormecida, ou que acontece enquanto dorme e tem sonhos e pesadelos.
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Cultura – Como é possível falar da história com tanto lirismo, se invariavelmente a história oficial trata tão mal os personagens que o senhor retoma com poesia?
Galeano – É ela, não sou eu. Ela, a realidade, é que que me oferece essa poesia. Eu a traduzo, trabalhando duro para ser digno de sua capacidade de ser bela. E encontro a mais alta beleza na lixeira da história, ali onde repousam os desdenhados, os ninguém, os que têm voz mas não são ouvidos. Elas e eles são os que fulguram com as luzes mais deslumbrantes no ignorado arco-íris da terra.
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Cultura – Quanto tempo levou para escrever Espelhos?
Galeano – Não sei. Os livros me escrevem, muito lentamente. Vão crescendo dentro de mim, pouco a pouco, e vão se armando a seu modo e a sua maneira. Essa aventura louca de contar a história desconhecida do mundo nasceu sem que eu me desse conta, a partir de relatos que fui escrevendo sem saber por que e nem para quê. Durante anos, no sei quantos, até que isso se converteu num livro de 600 relatos breves.

domingo, junho 28

Amigos, peço desculpas pela ausência. Estou em férias, descansando um pouco, pois precisava de pausa. Nesta altura, ainda me restam uns dias de sombra e água fresca, mas logo volto. Deixa-me-ei degustar mais um bocadinho desta água, que seja a de côco, bem doce e gelada. Delicia que igual nesta minha terra natal, não existe igual. Depois, digo-lhes como é boa. Obrigada pelo carinho, até a volta.

terça-feira, abril 28

Ensaio Sobre a Cegueira

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

Palavras de José Saramago, na apresentação pública do seu romance Ensaio sobre a Cegueira. "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."

O estilo de escrita de Saramago em "Ensaio Sobre a Cegueira" é muito peculiar: os diálogos estão no meio das frases e não me lembro de um personagem ter um nome. Este livro é uma leitura intensa e que nos faz refletir a cada parágrafo. Saramago, com sua maneira singular e própria, consegue contar uma história dura, caótica, de forma muito cativante e conseguiu traduzir o que é realmente o ser humano, alguns com o coração bom, mas a maioria deles, com uma alma perversa, e que se não fosse a religião, política, etc.. provavelmente estaríamos vivendo num caos (se já não estamos vivendo).

O principal do livro é discutir o caráter humano em momentos de profundo desespero. O mundo dos cegos está criado e também a luta pela sobrevivência.... O mundo tende a extinção. Enfim, “Ensaio sobre a Cegueira” é um grito cego de uma humanidade arrasada, instalada em um caos, em um labirinto demente, retratado por um dos maiores escritores dos últimos tempos. No final, resta a contemplação...

sexta-feira, novembro 14

A realidade de comportamento dos portugueses


Posterior, farei menção sobre o assunto..., por enquanto, desfrutem o que a Dra. Catarina Conceição, no artigo supra referido, delineou um sumário  da realidade de comportamento dos portugueses, extremamente enraizado no inconsciente coletivo cultural em Portugal.

"Esta realidade vem se arrastando historicamente, vem limitando desfavoravelmente o desenvolvimento do país e a Cidadania dos portugueses. Cidadania esta, que deveria ser construída com mais avanços em direcção à superação dos medos e das desconfianças de si, do vizinho, do colega, do imigrante que chega, do diferente, do governo, do novo, e do país. Portugal é um país com seu povo em baixa auto-estima; o povo não acredita no outro, nem em si mesmo, apesar do ar imponente dos resquícios da nobreza; Portugal é o país do SE CALHAR. Vejam a diferença entre BRASIL, o qual é o país DO COM CERTEZA, mesmo em momentos de não certeza. Apesar de que optimismo exagerado também não ser lá muito bom, mas é sempre preferível ao invés de uma postura derrotista e esmagadoramente para trás, como o que acontece em Portugal.

Portugueses, por exemplo: gostam de sentar na mesma mesa, no mesmo canto, tomar o café daquele mesmo jeito; não gostam que se metam em suas vidas, mas gostam de saber da vida de todos; valorizam o TER, mas apenas ao que se refere a dinheiro, a um DR e ao casamento, negando completamente o valor do saber, da educação, das ideias, da emancipação, e do conhecimento do outro; isso lhes dá uma (pseudo) segurança, lhes dá um (pseudo) controle social, mas é na verdade um conservadorismo prejudicial que entrava mudanças, que entrava o pensar maior, que entrava a aprendizagem e o desenvolvimento.

Deveriam ser investidas acções com mais abertura aos sentimentos, as emoções, as mudanças e a esperança. Como diz a Catarina no seu artigo, é preciso PAIXÃO. Pois percebo que, os sentimentos e à socialização da verdadeira liberdade, são tolhidos/reprimidos em Portugal. As pessoas cá não podem sentirem-se felizes, porque dizem logo isto é fantasia; não se pode tocar no corpo do outro, como expressão de carinho, fraternidade e calor humano, porque sentem logo uma libidinosidade naquele acto e desconfiam das intenções, até porque se forem eles a tocar, realmente estarão com segundas intenções.

São na verdade, à sexualidade e os sentimentos reprimidos que muitas vezes saem pelas tangentes, até mesmo faz adoecer física e mentalmente a população. Este sistema, socialmente, predominante nas relações, além de criar mentes radicais, conservadoras, estagnadas, críticas sem fundamentos cultos, e de certa forma agressiva no expressar, como por exemplo a xenofobia, geram profundos distúrbios psicológicos nas próprias pessoas, e desencontros nos diversos momentos das relações sociais do quotidiano. Imaginemos a extensão disso para as Relações internacionais?

Óbvio que, esta distância nos relacionamentos (nos sentimentos) não é só pertinente aos portugueses é também a outros povos do mundo, que em geral até são economicamente mais desenvolvidos, mas aqui em Portugal a grande diferença, é que o povo fragilizado financeiramente, é onde mais transfere a necessidade do SER para o TER, e assim tantas outras coisas desviantes tomam o lugar dos autênticos afectos, como o dinheiro, o álcool, as drogas, as discussões banais, a insegurança do perder, e o medo de amar e de ser feliz. Todos querem ser felizes, mas não largam o xale preto para si próprio e para o outro, sobrepondo-o aos ombros toda vez que algo deste universo emocional incita. Será que não sabem que a recolha de sentimentos e a frieza (que confundem com equilíbrio) em nome da racionalização, cortam à criatividade, à espontaneidade, e à compreensão? Consequentemente inibem mudanças e evolução de saberes, acarretando baixa aprendizagem e incompetências?

A economia em Portugal é muita baixa em relação as suas potencialidades, vemos mais de 70% dos produtos de consumo e matéria prima serem importados, o que dá uma sensação de falta de nacionalidade e de integridade na identidade sócio-económica. Talvez a atitude, histórica até, de sair, conquistar, buscar riquezas fora, acreditando sempre nas facilidades, e numa melhor vida de desfrute sem esforço, ao mesmo tempo incorporada a falsa ideia ainda de nobreza de reis, sem mais o serem, levam o povo a consolidar sua vivência numa eterna fronteira imaginária, e numa sempre vontade e conduta por trabalhar menos e ganhar mais. A preocupação por heranças cá é muito grande, culpabilizações ao poder público também é grande. Mas poucos são os que se apaixonam por uma nova ideia, poucos são os que se mobilizam para realizar um sonho.

Há quem despreze a cultura do afecto, do carinho, e das emoções, acreditando ser algo menor, e incompatível com inteligência e conhecimento; há quem critique por exemplo o povo brasileiro por se permitir alegre até quando passa necessidades básicas. Ledo engano dos racionalistas, que por trás disso na verdade existe é uma inveja enorme, de quem tem o PODER de SER feliz, natural, expressivo, autêntico…permitindo-se esquecer do TER por bons momentos, e valorizando mais a vida, as pessoas e a diversidade.

No Jornal de Notícias deste último sábado, lê-se que a Direcção de Saúde do Norte quer os médicos dos serviços públicos mais sorridentes com os utentes, olhando mais para eles do que para o computador, mas sem exagerar em carinhos. Confesso que a notícia me chocou, embora eu saiba que isto é uma realidade em Portugal, mas o que me chocou mesmo foi o não exagerar em carinhos, dito isto publica e descaradamente num Jornal, pois aprendi ao longo de 30 anos de estudos profissionais e de vida, que carinho, afecto e amor nunca são demais, e que é melhor errar pelo seu exagero do que pela sua falta.

Fonte: Por Catarina Conceição . Disponivel in: http://www.ciari.org/