Quinta-feira, Junho 23

Para quando eu me deixo ler...

"E este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento da Poesia..."

No imaginário do Ser, grifo a profundidade disto que, um dia, quem sabe venha a conhecer... 

Em tal grau, a Alma traduz na estampa o viver sentimento, expondo o que fatalmente te direi quando...
 .
Quanto a ti...,  sei que sentiras tudo de forma presente embora possa querer fugir do inevitável! Vais baralha-me o espírito. Contudo, saiba que isso não mudará meu sentir... 
Porquanto, darei remate à nostalgia traduzindo livremente: 

"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos.
Colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria,
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas...
E que estão escritas do lado de fora do papel...
Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro,
ao vento da Poesia...
Como uma pobre lanterna que incendiou!".

[Mario Quintana]

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